Em entrevista ao Bora Investir, da B3, Carlos Portugal Gouvêa analisou o papel do FGC, do Banco Central e da regulação na proteção ao investidor.
A proteção ao investidor voltou ao debate diante dos desafios envolvendo fraudes, crimes cibernéticos e a necessidade de mecanismos mais eficientes de prevenção no mercado financeiro. Em entrevista ao Bora Investir, da B3, nosso sócio Carlos Portugal Gouvêa, professor da Faculdade de Direito da USP, analisou o papel do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), do Banco Central e da regulação na construção de um sistema mais seguro.
O FGC é um dos principais instrumentos de proteção no Brasil. Ele atua como uma espécie de garantia para determinados investimentos em instituições financeiras, observados os limites e condições aplicáveis. No entanto, como explicou Carlos, esse mecanismo não deve ser visto como solução isolada para todos os riscos do mercado.
Segundo ele, o caso do Banco Master funcionou como um estopim para uma mudança de postura do FGC em relação às grades de proteção do sistema financeiro brasileiro. A expectativa é que o fundo passe a adotar uma atuação mais preventiva, com alertas mais frequentes e maior capacidade de reação do mercado diante de sinais de risco.
Carlos também destacou que a principal responsabilidade pela prevenção desse tipo de situação está com o Banco Central, que pode exigir maior qualidade e segurança na composição dos ativos das instituições financeiras.
Para ele, os mercados financeiros mais desenvolvidos investem fortemente em regulação com foco na prevenção de fraudes. A lógica é simples: mecanismos de proteção posteriores, como o FGC, têm limites. Por isso, a melhor forma de fortalecer a proteção ao investidor é garantir que os órgãos de supervisão atuem de maneira eficiente antes que o problema se concretize.
A entrevista reforça que segurança no mercado financeiro depende da combinação entre regulação, fiscalização, mecanismos de garantia e cautela do próprio investidor.
📌 Leia a entrevista completa no Bora Investir, da B3, e confira a análise de Carlos Portugal Gouvêa.