
Confiabilidade dos CDBs do Banco Master após a liquidação
A recente liquidação do Banco Master reacendeu o debate sobre a confiabilidade dos CDBs do Banco Master e os riscos assumidos pelos investidores em produtos de renda fixa. Em reportagem da Broadcast | Agência Estado, nosso sócio Carlos Portugal Gouvêa analisou os impactos desse cenário, trazendo elementos importantes para quem busca compreender melhor o risco de crédito envolvido na aplicação em certificados de depósito bancário.
De acordo com dados do balanço do banco divulgados em dezembro de 2024, havia quase R$ 31 bilhões emitidos em CDBs do Banco Master. O grande atrativo do produto era a promessa de altos rendimentos, chegando a pagar até 140% do CDI. Justamente por oferecer retornos acima da média, o CDB do Banco Master passou a chamar a atenção de investidores em busca de maior rentabilidade.
Carlos ressalta que é essencial observar o percentual pago por cada instituição financeira. O CDB, em linhas gerais, reflete a remuneração média dos bancos nos empréstimos que realizam entre si. Assim, quando uma oferta supera com folga os 100% do CDI, o investidor deve entender que está assumindo um risco maior que a média do mercado. No caso do CDB do Banco Master, essa diferença de rentabilidade é um indicativo claro de risco de crédito mais elevado.
Nosso sócio destaca ainda que, se o investidor decidir assumir um risco maior em parte da sua carteira, é fundamental que essa exposição esteja dentro do limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), atualmente de R$ 250 mil por pessoa física ou jurídica, por instituição. No contexto do CDB do Banco Master, respeitar esse limite é uma forma prática de mitigar perdas em eventos extremos, como a liquidação de um banco.
Dessa forma, o caso do CDB do Banco Master reforça a importância de avaliar não apenas a rentabilidade, mas também o risco de crédito e a proteção oferecida pelo FGC em qualquer decisão de investimento.