
Fundo Termópilas: por que o caso chamou a atenção do mercado
A perda de quase R$ 1 bilhão do Fundo Termópilas chamou a atenção do mercado financeiro e jurídico. O caso foi destaque em manchete da Folha de S.Paulo e contou com a análise do sócio do PGLaw, Carlos Portugal Gouvêa.
Segundo dados divulgados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o patrimônio líquido do fundo tornou-se negativo em R$ 11,1 milhões entre setembro e dezembro de 2025. Trata-se de um evento extremamente raro, especialmente em fundos de investimento em participações societárias.
Além disso, o Fundo Termópilas estava ligado aos negócios de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, o que ampliou ainda mais a repercussão do episódio.
Por que um fundo de participações ficar negativo é algo incomum
De acordo com Carlos Portugal Gouvêa, é muito incomum que um fundo desse tipo apresente patrimônio líquido negativo. Para isso acontecer, vários fatores precisam ocorrer simultaneamente.
Primeiro, seria necessário que os ativos remanescentes perdessem quase todo o seu valor. Em paralelo, um número significativo de cotistas precisaria realizar resgates elevados em um curto período de tempo. Portanto, trata-se de uma situação extrema e complexa.
Nesse contexto, o caso do Fundo Termópilas foge completamente do padrão observado no mercado de fundos de participações.
Impactos para os cotistas e riscos jurídicos envolvidos
Outro ponto sensível envolve a posição dos cotistas. Segundo Carlos, aqueles que realizaram resgates antes de o fundo entrar no negativo podem ter recebido valores que não refletiam o real estado financeiro do Fundo Termópilas.
Como consequência, os cotistas remanescentes acabam ficando com a dívida. Ou seja, pode haver um desequilíbrio relevante na distribuição dos prejuízos entre investidores.
Além disso, o caso levanta discussões jurídicas importantes. Entre elas, destacam-se a avaliação adequada dos ativos, os deveres fiduciários da administração e a transparência das informações prestadas aos investidores.
Lições do caso Fundo Termópilas para o mercado
Por fim, o episódio reforça a importância de governança robusta, controles internos eficazes e acompanhamento contínuo dos fundos de investimento. Casos como o do Fundo Termópilas mostram que riscos extremos, embora raros, existem e precisam ser adequadamente geridos.
A análise de Carlos Portugal Gouvêa contribui para esclarecer o cenário e qualificar o debate público, oferecendo uma leitura técnica sobre um dos episódios mais sensíveis recentes do mercado financeiro brasileiro.
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