
Lei dos Influenciadores: origem e debate público
A Lei dos Influenciadores, aprovada no início de 2026 por meio da Lei nº 15.325, rapidamente ganhou destaque no debate público. Muitos usuários das redes sociais passaram a acreditar que a norma teria sido criada para controlar conteúdos online, impor censura ou responsabilizar influenciadores por recomendações feitas na internet. No entanto, a realidade jurídica é bem diferente.
No episódio do PG On Air dedicado ao tema, Pedro Tonello conversa com João Paulo Braune Guerra, advogado do PGLaw, para esclarecer o verdadeiro alcance da legislação. A análise mostra que a chamada Lei dos Influenciadores não regula diretamente o conteúdo publicado nas plataformas digitais.
O que a Lei dos Influenciadores realmente regula
Na prática, a Lei dos Influenciadores cria e reconhece uma nova categoria profissional denominada “profissional de multimídia”. Esse grupo inclui influenciadores digitais, criadores de conteúdo e outras atividades ligadas à economia digital.
Com isso, a legislação busca organizar relações de trabalho em um mercado que cresceu rapidamente nos últimos anos. A medida pode impactar contratos, vínculos profissionais e disputas trabalhistas envolvendo criadores de conteúdo. Assim, o objetivo central da norma é estruturar uma atividade econômica que já possui grande relevância no mercado brasileiro.
Impactos para o mercado digital e relações de trabalho
Embora a Lei dos Influenciadores não trate diretamente de publicidade ou responsabilização por conteúdo, ela pode gerar efeitos importantes no setor. A criação da nova categoria profissional pode influenciar negociações contratuais, direitos trabalhistas e formas de remuneração no ambiente digital.
Além disso, o Ministério do Trabalho já indicou a possibilidade de um decreto regulamentador. Esse instrumento poderá esclarecer detalhes operacionais da lei e definir como a nova profissão irá coexistir com carreiras já regulamentadas, como jornalistas, publicitários e radialistas.
O que ainda está em aberto no debate regulatório
Apesar da aprovação da Lei dos Influenciadores, várias questões permanecem em discussão. Entre elas, está a responsabilidade por conteúdo, publicidade e recomendações feitas nas redes sociais.
Esses temas provavelmente serão tratados em outros projetos de lei, regulações setoriais e decisões judiciais. Por isso, o debate sobre a regulação da economia digital deve continuar nos próximos anos.
No cenário atual, compreender o verdadeiro alcance da Lei nº 15.325/2026 é essencial para profissionais do direito, criadores de conteúdo e empresas que atuam no ambiente digital.
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Apresentação: Pedro Tonello e João Paulo Braune Guerra (PGLaw)
Produção: Pocket Studio
Coordenação e Roteiro: Pedro Tonello e Isadora Valadares (PGLaw)